Afinal, o que é marketing de Luxo?

Tatiane Dellapiazza

Tatiane Dellapiazza


Comecemos entendendo, ao pé da letra, o que significa Marketing e luxo.
Marketing, assim como muitas outras palavrinhas é utilizada pelos brasileiros com o objetivo de traduzir a relação de troca no mercado. Veja a definição em nosso Glossário KMA.
Luxo, segundo definição do Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, é maneira de viver caracterizada pela ostentação, por despesas excessivas, pela procura de comodidades caras e supérfluas, pelo gosto do fausto e desejo de ostentação.
Portanto, Marketing de luxo é a relação de troca entre grandes grifes e seus consumidores, produtos caríssimos que proporcionam além de status social, outros prazeres na área emocional de seu consumidor, como a valorização pessoal, sensação de recompensa, como sou visto, poder, entre outros.
É um erro pensar que o marketing de luxo é só moda, apesar da comum relação entre grifes de moda e luxo existem outros setores que se enquadram nessa categoria, tais como: Cosméticos/perfumes; Moda/Acessórios; Vinhos/Bebidas; Transporte Luxo; Turismo/Lazer; Couro/Bagagem; Relógios/Jóias; Arte; Gastronomia; Hi-Fi; Artigos de Decoração; Esportes. (Castarède , 2006).

Fonte: Ipso / Luxury Marketing Council (LMC)

Fonte: Ipso / Luxury Marketing Council (LMC)

E quem são os consumidores desse mercado?
Segundo Bain&Company, nos próximos cinco anos o mercado de luxo no Brasil tende a crescer 35%, aproximadamente US$ 1,6 bilhões e os responsáveis por esse crescimento, baseado na recente pesquisa de mercado de luxo realizado por MCF Consultoria e Conhecimento em parceria com GfK Brasil, são em sua maioria, 63%, mulheres entre 26 e 35 anos, com nível escolar entre universitárias e pós-graduadas.
A fatia de 51% do mercado de luxo se localiza na cidade de São Paulo, na qual aproximadamente 75% dos artigos de luxo do Brasil são vendidos.
Mais de 70% do mercado brasileiro de luxo está concentrado em apenas quatro pontos da cidade de São Paulo: 1º Oscar Freire e Arredores – 4.200 reais por m²; 2º Villa Daslu – 3.350 reais por m²; 3º Shopping Cidade Jardim – 3.300 reais por m² e 4º Shopping Iguatemi – 2.200 reais por m².
Todos nós sabemos que esse não é um mercado para todos, pois analisando a faixa salarial desses consumidores nota-se que 43% têm renda mensal superior a R$ 10 mil e 54% investem mais de R$ 100 mil em aplicações pessoais.
Isso é apenas uma “pincelada” sobre marketing de luxo, existe muita a ser explorado, mas acredito que já conseguimos nos situar um pouco mais.

Tatiane Dellapiazza
Planejamento
tatiane.dellapiazza@kmaintegrada.com
KMA Marketing Integrado

A crise dita novos rumos para mercado de luxo

Tatiane Dellapiazza

Tatiane Dellapiazza


O luxo descobre o Brasil, essa foi a chamada da edição dupla especial de dezembro 2008 da revista Exame. A matéria comenta sobre algumas estratégias das grandes marcas de luxo perante a recessão nos países desenvolvidos.
Dentre as grifes citada a famosa Louis Vuitton, aquela dos desenhinhos nas bolsas, destaca-se, sendo hoje, a mais valiosa entre as marcas de luxo segundo ranking da consultoria Interbrand, estando a frente de marcas de outros segmentos como Samsung e LG. – “Diante de uma nova tempestade, a Louis Vuitton precisa agora encontrar um equilíbrio delicado para continuar a crescer. Por um lado, será preciso ampliar o mercado na classe média emergente, fonte do aumento de receita e dos lucros da empresa nos últimos anos. Por outro, a grife não pode perder a aura de vender produtos exclusivos, de difícil acesso, que tenham o poder de atrair os clientes super-ricos. Yves Carcelle a Exame”.Trecho extraído da Revista Exame, Ed. 933 ano42 nº24 – 17/12/2008
Essa estratégia não é exclusiva da grife Vuitton, muitos gigantes estão de olho em países emergente como o Brasil, a Rússia, a Índia e a China apontados como futuro líderes do crescimento do mercado de luxo nos próximos cinco anos, porém no momento a maioria está em stand-by, pois todos os próximos passos devem ser meticulosamente calculados (literalmente).
A quase cinco meses após publicação na revista exame aqui no Brasil, há rumores na Europa de que a poderosa Louis Vuitton reduziu 1,5 milhões de Euro e outras marcas tem produzido coleções menores, reduzindo investimento em publicidade e Relações Públicas.
Visualizando a crise pelo lado positivo, a crise tem descoberto talentos e fortalecendo raízes, fazendo profissionais de várias áreas e segmentos se “mexerem” mais, produzirem resultados mais eficientes, pontuais e com orçamentos reduzidos.
Idéias criativas aliadas a conhecimento de mercado (Know-How) estão valendo muito, planos, planejamentos e orientações também, tudo deve ser escolhido e decidido com muita cautela e atenção, nessas horas o que vale é a experiência e muito estudo de mercado, conhecer muito seu cliente/marca é indispensável.
Sofrendo com a crise ou não, uma marca de 150 anos, tem se apresentado como uma marca de estratégia, que resiste a tantos altos e baixos no mercado, hoje a marca Louis Vuitton é considerada uma potência mundial, a qual confirma que com o tempo se adquire experiência, mas para isso é necessário estar aberto e preparado para mudanças. Pois só assim, consegue-se manter no topo do mercado, não somente como “status”, mas como de liderança.

Tatiane Dellapiazza | Planejamento KMA Marketing Integrado

As mídias estão por todos os lados, mas, e os consumidores?

Rafaela Mendes

Rafaela Mendes

Em pouco tempo, muita coisa muda. Nós, como pessoas, somos uma grande prova disso. Mudamos algumas opiniões, passamos a desejar coisas que antes não dávamos muito valor.
Aquele consumidor que acordava cedo e lia todo o jornal antes de ir trabalhar, que chegava em casa e sentava com a família em frente a TV, já não existe mais.
Hoje, ganha quem conseguir fazer mais coisas ao mesmo tempo. “Dar uma olhada” no jornal, ao mesmo tempo em que engole um café da manhã e diz tchau à esposa, tornou-se rotina.
Da mesma forma, adquirir o máximo de informação é outra característica desse que podemos chamar de consumidor moderno. Ou você nunca se pegou em frente à tv, navegando na internet e folheando uma revista? Se não, deve conhecer alguém.
Esse é o consumidor moderno. Aquele que quanto mais coisas faz ao mesmo tempo, menos atenção presta em cada uma delas.
E aí? Para onde as empresas de comunicação devem mirar?
Mídias existem aos montes. Impressas com jornais e revistas, rádio com jingles e spots, exterior com outdoors, empenas, fronts e backs, e tantas outras que renderiam todo um texto. E cada vez surgem novos meios de atingir esse consumidor que não pára. Mas será que conseguimos?
Pense quantas revistas você já viu e quantos anúncios realmente te marcaram. Quantos comerciais de tv te fizeram comprar o que foi anunciado. Ou, ainda, quantas promoções você soube depois que chegaram ao fim, porque passou rápido demais por aquele outdoor ou sequer ligou o rádio após o almoço.
A vida tornou-se corrida. Com isso, as agências e os anunciantes precisam correr para atingir o consumidor no momento certo.
Já não basta uma boa campanha. Entender o consumidor deve ser o primeiro passo. Mas entender, no sentido mais literal da palavra. Saber sua rotina, seus hábitos, suas necessidades e desejos. Saber onde ele está, para onde vai olhar.
Estratégia. Uma campanha linda enche os olhos, mas não funciona se não falar a mesma língua do consumidor.

Rafaela Mendes Mídias KMA Marketing Integrado

Comunicação Eficaz

Hoje em dia muito se fala sobre comunicação ou meios de comunicação, como se ela fosse a solução para todos os problemas. Mas seria mesmo isso a solução ? Vi uma reportagem sobre o estado de saúde precário em algumas cidades de Bélem, e o pior de tudo, quando a TV mostrou a realidade cruel que os pacientes estavam sendo submetidos, as “desculpas” começaram a surgir aos montes. O diretor do hospital disse ter feito reclamações e pedidos para aumento no quadro de funcionários, melhorias físicas e etc. A sagacidade e eficiência da TV nos levou então a Secretária de Saúde de Bélem, que entre “encheções de linguiça” e argumentos poucos convincentes, nos levaram a ver que realmente a deficiência existe e o pior nenhuma decisão foi tomada, e como dizia Cazuza “o tempo não pára”. Com isso várias pessoas estão morrendo. O que isso tem a ver com comunicação afinal ?! Tudo a ver ! Se houvesse uma comunicação interna mais eficiente, com certeza as providências já teriam sido tomadas. Muitas pessoas acham que qualquer um pode fazer comunicação, quando na verdade é preciso ter percepção do problema, agilidade nas estratégias e ousadia no resultado. Sim é preciso ir além do esperado, é preciso superar. Nesse momento de crise em que estamos vivendo, ( ou prestes a viver ) é preciso atentar para as coisas simples porém não menos importantes, pois toda crise é recheada de oportunidade, o sol sempre brilhará depois da tempestade. Os verdadeiros comunicólogos precisam ousar, atingir o inesperado. O sucesso virá sim, mas para os “fracos” que se fizeram fortes com determinação e profissionalismo.

Jhonathan Barreto
Redator
jhonathan.barreto@kmaintegrada.com
KMA Marketing Integrado

Marcas Estrategicamente Sensuais

Ezequiel Ribeiro

Ezequiel Ribeiro

Vamos discutir com o artigo o uso do apelo sexual na propaganda das grandes marcas…

A marca é o principal componente da Imagem Corporativa de uma empresa, tornando-se na maioria das vezes o bem mais valioso de uma organização, “algumas marcas têm suas cotações na Bolsa de Nova York independente do valor de suas ações. Por exemplo: A Marlboro é uma das mais caras do mundo: vale mais de 44,61 bilhões de dólares”.

Podemos dizer que a marca é o ícone da organização, simboliza uma promessa formal para com os clientes, por trás desse ícone os consumidores identificam atributos, benefícios e serviços que a corporação oferece.

Após a chegada da “Era da Informação” as marcas ganharam ainda mais valorização no contexto da comunicação das empresas. Devido a isso, as corporações investem muito tempo e recursos na intenção de criar, consolidar ou manter uma marca forte. Segundo Philip Kotler, “um dos gurus da administração” uma marca é complexa e pode apresentar até seis níveis de significado. Vamos procurar entender com esse artigo o uso do apelo sexual pelas marcas (cervejas, cigarros, moda…).

Nosso corpo é o meio de comunicação dos mais primitivos. É, sem dúvida, um sistema de comunicação, e também um sistema de comunicação sexual. Em todo momento, emitimos sinais para atrair possíveis parceiros, porque nosso lado biológico se preocupa com a perpetuação da espécie. Para sobreviver, a raça humana precisa dos sinais sexuais que envolvem todos os nossos sentidos: visão, olfato, tato, paladar e audição. Desse modo tudo isso pode ser usado para excitar. SAIBA MAIS

FONTE: Ezequiel Ribeiro (ezequiel.ribeiro@kmaintegrada.com ) Além de Professor Universitário em Marketing e Comunicação, é Sócio-Diretor da KMA Marketing Integrado e atua nas áreas de Direção de Criação e Planejamento Estratégico. Bacharel em Comunicação Social – Publicidade e Propaganda pela UNIMEP, PÓS-GRADUADO em Comunicação Social pela UMESP e possui MBA em MARKETING pela UNIMEP.

Take it easy, Estagiário!

Os grandes publicitários esperam sempre por algum prêmio.
Para muitos estagiários um elogio de um membro da agência, ou de alguém que viu uma peça ou uma frase de impacto criada por ele, já é um prêmio. (Sei disso porque faço parte desta gama de estagiários)

Quem nunca ouviu falar sobre os grandes prêmios da publicidade?

Prêmio Caboré, Profissionais do Ano, Prêmio Anuário do Clube de Criação de São Paulo, Festival de Cannes, o mais conhecido talvez, entre muitos outros.

Os grandes publicitários esperam sempre por algum prêmio. Ou pelo reconhecimento do cliente, por sua agência e depois seu trabalho no mercado. Para muitos estagiários um elogio de um membro da agência, ou de alguém que viu uma peça ou uma frase de impacto criada por ele, já é um prêmio. (Sei disso porque faço parte desta gama de estagiários)

Mas cuidado! Isso muitas vezes aumenta o ego do indivíduo. Faz com que ao passar do tempo ele se sinta “o tal”, se ache “o cara”, faz com que ele comece a pensar que suas idéias são as melhores.

Não é bem por ai. Take it easy!

SAIBA MAIS

FONTE: KMA Marketing Integrado

Marketing Integrado

KMA Marketing Integrado

KMA Marketing Integrado

Quanto ao termo marketing integrado, que vem do inglês (IMC – Integrated Marketing Communications) encontramos na literatura pesquisada uma considerável semelhança com o termo Comunicação Integrada. Para o autor Schultz, o Marketing Integrado é :

“um conceito de planejamento das comunicações de marketing que reconhece o valor agregado de um plano abrangente que avalia os papéis estratégicos de uma variedade de disciplinas de comunicação (por exemplo, propaganda geral resposta direta, promoção de vendas e relações públicas)… e combina essas disciplinas para fornecer clareza, consistência e impacto máximo das comunicações” (Schultz, 1993, p.17)
Para KUNSCH (1997) comunicação integrada possui um conceito mais abrangente, que deve ver a empresa como um todo, sem distinguir as áreas, ou seja:

“Aquela em que as diversas sub-áreas atuam de forma sinérgica… SAIBA MAIS

FONTE: KMA Marketing Integrado