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O Meio Fusca e a Geração Y

Tudo começou com um universitário que só conseguiu pagar dois anos da faculdade e de repente se viu sem o dinheiro para pagar o restante do curso. Qualquer pessoa normal procuraria uma bolsa de estudos ou um financiamento estudantil, mas ele resolveu cerrar o fusca (herança da avó) ao meio e vender meio fusca através de rifas.
Logo se vê, que algo não cheira bem na história, mas tudo contribui para que a população mais leiga, acredite se tratar apenas de mais um adolescente criativo. Pessoa simples, percorrendo locais comuns a todos os adolescentes, e uma linguagem que atende todos sem muita enrolação. Não tem como o público leigo imaginar que se tratava de um marketing viral muito bem planejado para o Grupo Unibanco.
Zé Fuca apela pro emocional em sua história, mas tem um álibi poderoso, seu MEIO FUSCA. Para divulgar a venda das rifas, ele criou um blog (http://www.rifomeiofuca.blogspot.com/), e também interagia com os internautas através de diferentes mídias sociais, como o Orkut, Flickr, Youtube e Twitter.
Além do Viral nas mídias sociais, promoveu visitas as proximidades de algumas faculdades, e andava pelas ruas com seu “meio fusca”, e um cartaz anunciando sua rifa no vidro traseiro. Também distribuiu panfletos onde contava sua história e a url do blog.
A ação conquistou 766 seguidores no Twitter em cinco semanas e 66 amigos no Orkut. Talvez teria ficado por isso mesmo, se os maiores meios de comunicação digital como por exemplo o Site Terra, não tivessem documentado o caso através de noticias e vídeos. Foram diferentes sites noticiando o caso do rapaz que estava rifando meio fusca para pagar a faculdade. Blogueiros e Twitters documentaram bastante o caso e supostamente, até o Fantástico da Rede Globo estava interessado na história.
O marketing viral é uma técnica que vêm sendo muito utilizada, justamente por ter custo muito baixo e conquistar visibilidade para a marca. Os comentários que ele gera nas mídias sociais, são rapidamente reproduzidas e compartilhados, ganhando um público imenso de internautas em pouco tempo, mas para tanto, o conteúdo da mensagem deve ser no mínimo inovador e irreverente.
Para apoiar a campanha digital do Zé Fuca, podemos identificar em suas visitas as faculdades, e locais badalados da cidade de São Paulo, como um excelente exemplo de marketing de guerrilha, que vem conquistando novos rumos que se distanciam um pouco de sua meta inicial. Antes classificávamos o marketing de guerrilha por seu objetivo, que era dar visibilidade a marca e serviços de pequenos empreendores, conquistando um público amplo dentro do mercado já dominado pelas grandes marcas, assim como por sua metodologia agressiva em relação aos concorrentes. Hoje, ele é tradicional também entre as grandes marcas, que buscam dentro do método lúdico e às vezes humorístico, investir menos em mídias tradicionais e conquistar um público alvo cada vez mais amplo e diversificado. Muita publicidade gratuita é gerada através de ações bem sucedidas, dando um certo status às campanhas, suas agências, e muito visibilidade à marca, que passa a ser vista com outros olhos, através da expectativa sobre os produtos lançados, e sua conseqüente divulgação gratuita pelos consumidores que admiram as ações realizadas.
Estamos diante de uma ação de comunicação totalmente focado na Geração Y, que é caracterizada por seu vasto repertório cultural (dos anos 80 até os dias de hoje), afinidade com mídias sociais, e engajamento cultural. Uma geração que consome criatividade e inovação ao mesmo tempo em que a transforma em informação nas mídias sociais. Chegam a ser excêntricos, pois são exigentes e críticos em relação à publicidade a que são expostos. Os meios tradicionais como rádio, TV e impressos perdem espaço entre esse público alvo, fazendo com que as marcas testem novas possibilidades, sendo mais discretos na divulgação de sua marca. Acredito que agregar valor a sua marca passou a ser conseqüência de uma ação bem planejada, onde o consumidor dita as regras e divulga o produto por sua afinidade com o conceito. O grande diferencial entre as grandes e pequenas marcas, nesse sentido, se dá através do planejamento estratégico da ação e da administração do feedback que o publicitário recebe do consumidor, que torna o processo criativo muito mais dinâmico. Não há como prever a reação da população, ou quantas pessoas serão atingidas pelo processo, pois as pesquisas que envolvem esse tipo de ação no Brasil ainda são muito inexploradas.
A ação “Rifo Meio Fuca” desenvolvido para divulgar o Crédito Universitário Unibanco, pela agência F/NAZCA (segundo informação do blog brainstorm9), conseguiu despertar o interesse, gerar conteúdo gratuito, e o consumidor só percebeu que se tratava de uma ação publicitária quando o planejamento estratégico achou interessante. O personagem Zé Fuca simplesmente relatou em seu blog que não precisava mais rifar o fusca, porque a namorada dele tinha apresentado a ele uma alternativa mais feliz: o Crédito Universitário Unibanco. A ação foi tão atraente, que as pessoas chegaram a convidar o fusca em suas faculdades, mesmo depois de saber que se tratava de uma campanha publicitária.
Cinco dias depois ele postou que iria responder a todos os emails com calma, e basicamente deu um fim na campanha, quando não publicou mais nada.
E fica a pergunta. Qual era o público alvo que o Unibanco queria ter atingido? De que região? Qual o retorno?

Marco Souza
Planejamento
marco.souza@kmaintegrada.com
KMA Marketing Integrado

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Será que isso pode cheirar mal?

O desodorante Avanço está patrocinando o Corinthians. O curioso é que a marca aparece na camiseta de jogos bem abaixo das axilas.
Um lugar estratégico que podemos considerar como uma espécie de mídia alternativa. Até aí perfeito, pois a propaganda atinge o público certo na hora em que ele está vendo.
Mas há uma questão, que você leitor, pode refletir sobre o assunto: a propaganda negativa.
O processo de criatividade para a escolha de uma mídia alternativa jamais pode se separar do processo da comunicação em si, ou seja, o que vamos comunicar?
O que eu indago é: depois de alguns minutos de uma partida de futebol, o cheirinho das axilias corresponde ao fator de venda do produto?

Deixe seu comentário. Vamos chegar a uma conclusão!

Fernando Crastequini
Redator
KMA Marketing Integrado
fernando.crastequini@kmaintegrada.com

Marcas Estrategicamente Sensuais

Ezequiel Ribeiro

Ezequiel Ribeiro

Vamos discutir com o artigo o uso do apelo sexual na propaganda das grandes marcas…

A marca é o principal componente da Imagem Corporativa de uma empresa, tornando-se na maioria das vezes o bem mais valioso de uma organização, “algumas marcas têm suas cotações na Bolsa de Nova York independente do valor de suas ações. Por exemplo: A Marlboro é uma das mais caras do mundo: vale mais de 44,61 bilhões de dólares”.

Podemos dizer que a marca é o ícone da organização, simboliza uma promessa formal para com os clientes, por trás desse ícone os consumidores identificam atributos, benefícios e serviços que a corporação oferece.

Após a chegada da “Era da Informação” as marcas ganharam ainda mais valorização no contexto da comunicação das empresas. Devido a isso, as corporações investem muito tempo e recursos na intenção de criar, consolidar ou manter uma marca forte. Segundo Philip Kotler, “um dos gurus da administração” uma marca é complexa e pode apresentar até seis níveis de significado. Vamos procurar entender com esse artigo o uso do apelo sexual pelas marcas (cervejas, cigarros, moda…).

Nosso corpo é o meio de comunicação dos mais primitivos. É, sem dúvida, um sistema de comunicação, e também um sistema de comunicação sexual. Em todo momento, emitimos sinais para atrair possíveis parceiros, porque nosso lado biológico se preocupa com a perpetuação da espécie. Para sobreviver, a raça humana precisa dos sinais sexuais que envolvem todos os nossos sentidos: visão, olfato, tato, paladar e audição. Desse modo tudo isso pode ser usado para excitar. SAIBA MAIS

FONTE: Ezequiel Ribeiro (ezequiel.ribeiro@kmaintegrada.com ) Além de Professor Universitário em Marketing e Comunicação, é Sócio-Diretor da KMA Marketing Integrado e atua nas áreas de Direção de Criação e Planejamento Estratégico. Bacharel em Comunicação Social – Publicidade e Propaganda pela UNIMEP, PÓS-GRADUADO em Comunicação Social pela UMESP e possui MBA em MARKETING pela UNIMEP.